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sábado, 30 de junho de 2012

Chimamanda: O perigo de uma única história

Esses videos assistimos e discutimos as questões apresentadas, na aula de Antropologia. Amplie o vídeo para melhor visualização
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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Construindo Ciências Sociais na UNEB



O curso de Ciências Sociais da UNEB, iniciou no dia 18 de abril de 2012 e desde então, buscamos um debate aberto, conectado com a realidade. A partir das nossas reflexões buscamos ampliar as nossas discussões com a criação desse Blog.
Nossa vivência na construção no dia a dia deste curso, vem se revelando como uma experiência profunda na vida de cada um dos colegas. Quando nos deparamos com a diversidade dos temas que se juntam como numa grande colcha de retalhos, simbolizando o arcabouço do nosso aprendizado, sentimos a responsabilidade que nos compete, na escolha deste caminho como futuros (as) cientistas sociais.

A construção deste espaço é a extensão dos retalhos que se juntam e pertencem a cada um de nós. Registramos assim um pouco do pensamento da nossa turma.

“O olhar atento, a curiosidade de como entender a funcionalidade do mundo das pessoas, como chegaram a cada lugar, como vivenciavam suas experiências, foram assuntos que sempre me deixavam inquieta, buscando respostas que me tornavam mais confusa. A descoberta da possibilidade de me tornar uma cientista social, foi o complemento, ou até mesmo o tempero que faltava para compreender que a minha vocação verdadeira me conduziria à trilha que o meu coração indicava para chegar minha missão nessa vida. Sinto-me presenteada pela oportunidade de ser parte desse curso e de poder vivenciar esse processo de descobertas no mundo do conhecimento e ainda, na companhia de colegas tão jovens e entusiasmados, de mestres e mestras tão dedicados (as) e conscientes do seu papel como educadores (as).” (Fátima Barreto, 2012)

 “O ser humano em sua totalidade sempre foi alvo de pesquisas e questionamentos sobre suas origens e sua capacidade de transformação. Mas essas respostas que não se encontra em nenhum manual de auto-ajuda ou de explicações exatas, nos dá a oportunidade de olhar em volta e perceber em nosso meio os reflexos de nossas lutas, anseios e desejo de sempre busca o que está além de nós. Nessa sede de saber constante todos nós buscamos por respostas que acalentem a nossa alma inquieta e curiosa acerca das mais prementes complexidades. Acredito que esse seja o rosto do nosso curso de Ciências Sociais. Buscamos caminhos, porém sem perder de vista nossos próprios valores, sonhos e identidade. Afinal estamos em construção e jamais deixaremos para trás tudo que um dia já fomos.” (Márcia Maria, 2012)

 O homem é um animal amarrado às teias de significados que ele mesmo teceu.”
Clifford Geertz 
"É com o intuito de entender ainda mais os diversos significados da sociedade ao qual eu estou inserido, que escolhi o curso de Ciências Sociais na Universidade do Estado da Bahia. E até o presente momento a minha expectativa está sendo correspondida." (Pedro Paulo, 2012)

"A sociedade bem que poderia ser vista como uma propriedade. Propriedade essa, que fosse cuidada, preservada, escolhida e se necessário fosse, demarcada. Que fosse estudada a fundo, acolhendo a particularidade, analisada de forma simples com a ajuda fiel da Sophia. Sophia essa que quando colocada em pratica nos permitisse aceitar o diferente, abrindo portas para novas culturas, de forma que nos mostrasse que relativizar é fundamental e que o etnocentrismo gera conflitos, isso é normal. Até porque o diferente é realmente “assustador” em alguns aspectos e o que precisamos realmente é saber lidar com essas diferenças, essas singularidades e entender que a principal arma para iniciar ou amenizar conflitos é o conhecimento. Quero cientificar o social, ter um olhar individual, enxergar o que poucos observam, a essência humana é que nos eleva." (Ana Terra, 2012)

 "Ciências Sociais é uma janela aberta que nos convida a conhecer o mundo sob um outro olhar. Trazendo propostas de intervenção na realidade, mas sempre chamando a atenção para o fato de no momento que optarmos por adentrar nesse mundo, estaremos firmando um compromisso que é para a vida inteira, “quase um até que a morte nos separe”. Em muitos casos abdicando de um conforto pessoal em nome de um coletivo.  
Algumas vezes teremos que negar nossas pulsões quando o que estiver em discussão for maior que nossos apegos pessoais, não devendo negligenciar diante de questões maiores que nossos traumas.  
Esses olhos da Ciência Social, serão também os olhos do mundo, do povo, de tudo. Sem ser o centro do universo." (Ivanete de Souza, 2012)


O lamento de um filho bastardo

Ó mãe! De ti nós todos descendemos, negros, brancos e indígenas,
Por qual motivo serves unicamente a uns, e menospreza a outros?
Quando nasci largou-me à própria sorte,
Enquanto aos outros envolveu em seus braços.
De ti não almejo glória, apenas um afago e proteção,
Mas por que negas a mim, o que a outros proporciona sem objeção?
Oh mãe! olha teus filhos! Vê quanta dor lhes causa,
Vê o que fazem a si mesmos, e quanto mal causam a seu próximo.
Meu coração está sangrando, porém não poderia eu,
Continuar a ignorar o que meus olhos vêem.
Deixa parte de seus filhos ao relento, enquanto a outros assenta em mansões,
Recobre de linho o teu escolhido, e ao bastardo entrega apenas os trapos.
Permite que teus filhos tratem aos irmãos com desdém,
Quando poderia ensinar o valor do respeito para com seu próximo.
Mesmo maltratado conservo por ti o amor de um filho,
E mesmo sem teu amor por tua honra derramo meu sangue.
Só lhe peço oh pátria! Que por tal sacrifício, teus filhos bastardos,
Mereçam de ti o orgulho que tu dedicas àqueles que por ti nada fazem. (Roberto Cordax, 2012)

Aqui iniciamos essa jornada virtual de juntar nossos retalhos da vida, de trocar experiências e conhecimentos  para construção de mais um projeto ou quem sabe, mais um sonho.
Bem-vindos(as) ao nosso Blog!




Por: Fátima Barreto - Graduanda do Bacharelado de Ciências Sociais da UNEB