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domingo, 31 de março de 2013

Metrópole, Estado e Capital: o urbano na atual etapa da ordem capitalista

Por: Flavio Vilar*
 

Como entender a mudança ou não do papel do urbano nesta nova etapa de expansão do capitalismo brasileiro? Partindo desse questionamento o INCT – Observatório das Metrópoles deu início ao ciclo de debates “Metrópole, Estado e Capital” com o objetivo de interpretar as transformações vividas pelas metrópoles brasileiras no século XXI e oferecer a análise mais completa sobre a evolução urbana do Brasil nos últimos 30 anos (1980-2010). O primeiro debate contou com a participação do professor Carlos Eduardo Martins que apresentou os resultados do seu livro “Globalização, dependência e Neoliberalismo na América Latina”.

 

O ciclo de debates “Metrópole, Estado e Capital: o urbano na atual etapa da ordem capitalista no Brasil. Mudanças? Fundamentos teóricos” é mais uma das ações que o Observatório das Metrópoles vem realizando em 2013 a fim de produzir um estudo comparativo sobre as 15 principais regiões metropolitanas do país, relacionando as mudanças econômicas, sociais e políticas às dinâmicas urbanas nacionais, regionais e locais. Vinculado ao Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), o projeto tem como objetivo oferecer uma análise mais completa sobre a evolução urbana brasileira, servindo assim de subsídio para a elaboração de políticas públicas nas grandes cidades e para o debate sobre o papel metropolitano no desenvolvimento nacional.
 

 
Globalização, Dependência e Neoliberalismo na América Latina
O ciclo “Metrópole, Estado e Capital” realizou o seu primeiro debate, na última terça-feira (19/03), na sede do Observatório das Metrópoles no IPPUR/UFRJ, e contou com a palestra do professor Carlos Eduardo Martins – um das principais vozes a investigar o fenômeno da globalização.


Carlos Eduardo Martins e Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro
 
 
Ele apresentou os resultados do seu livro “Globalização, Dependência e Neoliberalismo na América Latina”, no qual cumpre a difícil tarefa de atualizar as teorias sobre esses três conceitos-chave para o pensamento contemporâneo e a compreensão das sociedades, principalmente as periféricas. Em uma época de grandes incertezas e enorme aceleração do tempo histórico, o autor se propõe o desafio de captar o movimento de crescente articulação entre o global e as particularidades regionais, nacionais e locais, bem como os choques entre forças sociais, políticas e ideológicas.
Mapeando as forças dinâmicas de um mundo paradoxal, Martins parte dos estudos de Immanuel Wallerstein e Giovanni Arrighi sobre o capitalismo histórico e avança para uma discussão rigorosa da crise do moderno sistema mundial. “Estruturas, tendências seculares e ciclos permeiam o nosso trabalho, que não tem a pretensão de oferecer certezas matemáticas”, afirma o professor sobre a análise retrospectiva e prospectiva do livro.



Logo no início da obra, Martins apresenta uma introdução metodológica à globalização, com ênfase nas teorias do sistema mundial e da dependência. Nesse percurso, incorpora um elemento explicativo fundamental para a compreensão do processo de globalização: a teoria de Marx sobre a tendência decrescente da taxa de lucro provocada pela revolução científico-tecnológica, quando ciência e tecnologia entram no processo como meios de acumulação do capital.
 


O professor também busca identificar as tendências seculares e os ciclos para situar o espaço histórico da etapa atual do capitalismo e do sistema mundial em que vivemos. “Defendemos que a globalização é uma força revolucionária e, como tal, destrói e constrói. Entretanto, destruição e construção são processos relativamente autônomos e estabelecem uma dialética de desdobramentos imprevistos, onde um dos polos pode prevalecer e condicionar o outro”, afirma. “No momento em que estamos, a globalização não encontrou ainda sua estrutura institucional e societária criadora. Os períodos de crise sistêmica são épocas de bifurcações históricas, e nossa tese é a de que caminhamos nos próximos dez a quarenta anos para uma bifurcação totalmente nova, em relação às que se estabeleceram no moderno sistema mundial”.

 
Para discutir as relações entre dependência e desenvolvimento no moderno sistema mundial, Martins utiliza a análise empírica e as principais teses formuladas pelo pensamento latino-americano. Assim foi possível avaliar o papel do capital estrangeiro nesse processo, a persistência do subdesenvolvimento e da pobreza, os efeitos do neoliberalismo sobre a base econômica e social e os caminhos da elevação da renda e do bem estar dos latino-americanos.
 

O estudo contempla ainda uma análise minuciosa da crise do sistema mundial e da hegemonia norte-americana decorrente do desenvolvimento desigual e da superexploração dos trabalhadores, além de uma analise prospectiva das possibilidades da América Latina no século XXI e da influência sobre seu desenvolvimento da projeção da China na economia mundial. “O balanço da questão da hegemonia e das perspectivas do século XXI permite ao autor abordar um capítulo extremamente novo na história das ideias sociais ao estudar as relações entre a teoria da dependência e a teoria do sistema mundial”, diz Theotonio dos Santos no prefácio. “Creio que o leitor compreenderá rapidamente que este é um livro essencial e necessário, com grandes possibilidades de se converter num clássico das ciências sociais latino-americanas, sobretudo neste momento histórico, em que a região necessita de um rigoroso aparelho teórico para fundamentar suas políticas progressistas em marcha com crescente apoio popular”.


* Flavio Vilar é Mestre em Sociologia, Especialista em Políticas Públicas, ambos pela Universidade Federal de Goiás, bem como professor de Geografia.


Disponível em: http://www.waltersorrentino.com.br/2013/03/27/metropole-estado-e-capital-o-urbano-na-atual-etapa-da-ordem-capitalista/#more-6157

quarta-feira, 20 de março de 2013

Bem-vindos(as) calouros(as) de Ciências Sociais-UNEB




O Curso de Ciências Sociais iniciou no dia 18 de abril de 2012. Chegamos aqui nesta universidade como vocês, cheios de dúvidas e ansiosos para conhecer como tudo funcionava e aos poucos fomos nos tornando parte dessa engrenagem.

A nossa vivência nesse curso, tem se revelado como  uma experiência inovadora e isso se manifesta no contato, na amizade e solidariedade com os colegas, no aprendizado com os professores, com a coordenação e tudo vai se formando como uma grande teia de conhecimentos. Cada um com a sua diversidade e que nos leva a entender a responsabilidade da escolha de nos tornar  futuros cientistas sociais, num mundo de tantas desigualdades sociais, econômicas, políticas e culturais. Esse é o nosso desafio e não importa os obstáculos, temos que ter a certeza da nossa meta e da escolha que fizemos.

O CACIS-UNEB é o Centro Acadêmico do Curso de Ciências Sociais e representa todos os discentes matriculados. Convidamos para as nossas atividades e desejamos sucesso a todos, nessa nova jornada rumo ao conhecimento acadêmico.

 

Diretoria do CACIS-UNEB 

 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Cientista Social

O que é ser cientista social?

Cientistas sociais são profissionais que analisam hábitos, costumes, características religiosas, relações familiares, organização institucional e econômica de diversos grupos sociais, com base em pesquisas e observações. Pesquisam fenômenos como migrações, conflitos sociais e movimentos políticos. Tais conhecimentos podem ser aplicados na solução de problemas nas áreas de educação, saúde, violência urbana, entre outros. A pesquisa científica é a base do trabalho do cientista social, este profissional pode atuar em três linhas: na Sociologia, na Antropologia e na Ciência Política. Tais áreas da ciência são diferentes, porém estão interligadas, pois estudam vários tipos de sociedades e de culturas em diversas épocas da história da humanidade.

Quais as características necessárias para ser cientista social?

Como é uma carreira voltada para pesquisa e estudos o Cientista social deverá ter capacidade para interpretar dados, ser objetivo, capacidade de concentração, exatidão, ser meticuloso e gostar de ler. Características desejáveis:

  • capacidade de análise
  • capacidade de comunicação
  • capacidade de observação
  • curiosidade
  • espírito de investigação
  • facilidade de expressão
  • gosto pela pesquisa e pelos estudos
  • gosto pelo debate
  • habilidade para escrever
  • interesse pela leitura
  • interesse por temas da atualidade
  • raciocínio abstrato desenvolvido
  • raciocínio lógico desenvolvido

Qual a formação necessária para ser cientista social?

Um cientista social precisa obter o diploma de graduação no curso de ciências sociais. Muitas universidades e institutos de pesquisa exigem também diplomas de pós-graduação. Além disso, o cientista social deve procurar estar sempre atualizado, lendo jornais e revistas de interesse geral ou especializado, procurando novas obras lançadas em sua área ou freqüentando seminários e congressos.

Principais atividades de um cientista social

Estes profissionais podem trabalhar em diversas funções como pesquisadores, professores universitários, críticos e em assessoria a empresas e projetos de urbanização. Além de muita leitura e da redação de artigos e estudos, eles podem vir a exercer atividades como:

  • realizar estudos em institutos e universidades e publicá-los em revistas especializadas;
  • orientar alunos em suas teses de pós-graduação;
  • escrever artigos sobre arte, cultura, política e economia para jornais e revistas;
  • dar aulas em escolas de ensino médio e em faculdades de ciências sociais ou de psicologia, educação, história, comunicação social, entre outras;
  • elaborar análises sociais para órgãos públicos, empresas privadas, sindicatos, partidos políticos e organizações não-governamentais;
  • elaborar projetos de planejamento urbano e de desenvolvimento para uma região;
  • realizar pesquisas de mercado para empresas de pesquisa e agências publicitárias;
  • prestar consultoria para políticos, com base em entrevistas com eleitores

Áreas de atuação e especialidades

Podem especializar-se em três áreas:

  • antropologia: estuda as diferentes sociedades sob o aspecto cultural e do comportamento humano: estrutura familiar, religião, língua, folclore, costumes e manifestações artísticas.
  • sociologia: analisa as relações sociais entre os indivíduos. Investiga origem, desenvolvimento e funcionamento das instituições.
  • ciência política: pesquisa a sociedade do ponto de vista do poder político. Trabalham com questões ligadas à opinião pública, ideologias e legislações. Estudam a origem e o funcionamento dos sistemas de governo, das instituições e dos partidos políticos.

Além disso, o cientista social pode atuar como docente, ministrando aulas de Ciências Sociais no ensino fundamental, médio e universitário.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho para cientistas sociais é competitivo tanto no setor público como no privado. Nas décadas de 1960 e 1970, essa carreira era das mais procuradas nas universidades, o que já não ocorre hoje. Nos últimos anos, o setor público vem oferecendo algumas vagas aos novos profissionais geralmente com contrato temporário. Houve expansão do campo de trabalho no magistério, pois foi aprovado no Congresso Nacional um projeto de lei que torna obrigatório o aprendizado de sociologia no ensino médio. O mercado editorial é uma opção. Há expectativa de expansão de publicações - jornais e revistas - e a demanda por trabalho de cientistas sociais na área pode aumentar. Também na área de assessoria e planejamento estão crescendo as oportunidades no setor de pesquisa de opinião pública. As empresas privadas também estão começando a contratar profissionais da área para atuar nos departamentos de marketing e recursos humanos. Em épocas de eleição surgem boas chances de trabalho na área de consultoria para partidos políticos.

 

Curiosidades

Como ciência, a sociologia surgiu no século XIX e tem contribuído em todas as áreas de ciências sociais, em busca das respostas às inquietações da humanidade.
Augusto Comte, Émile Durkheim, Karl Marx e Max Weber são exemplos de pioneiros na sociologia.
No Brasil, a história do ensino da sociologia foi atribulada, principalmente durante a ditadura militar, com propostas de inclusão e posterior exclusão da matéria no currículo escolar.
Em 1933 foi fundado o primeiro curso de sociologia no Brasil, na Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo, e em 1934 foi criada a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da USP.
Hoje, no Brasil, são quase 40 mil profissionais, sendo 10 mil registrados no Ministério de Trabalho.

Onde achar mais informações?


DISPONIVEL EM: http://www.brasilprofissoes.com.br/profissoes/cientista-social

 

segunda-feira, 4 de março de 2013

PESQUISA - O RACISMO NO CARNAVAL DE SALVADOR


O projeto de pesquisa ora iniciado objetiva estudar a incidência de manifestações do racismo no carnaval de Salvador, manifestação cultural que mobiliza uma significativa parcela da população da cidade, recebe investimentos públicos e privados de milhões de reais e tem, por isso mesmo, um importante impacto na economia, na sociedade e na vida cultural da capital baiana.
O objetivo principal é identificar situações e motivações condicionadas, social e politicamente, que propiciam o surgimento e a tolerância de circunstâncias potencializadoras de manifestações de racismo que se verificam no processo de concepção, gestão e realização da festa.
Com a obtenção das informações constantes deste questionário, a equipe de pesquisadores poderá atualizar os estudos concernentes ao racismo, desenvolver novos parâmetros para se pensar e analisar a incidência desse fenômeno e, disponibilizar informações sistematizadas que possam subsidiar - seja no âmbito municipal ou estadual - a elaboração de políticas públicas que busquem atender as demandas atinentes à solução dos problemas relacionados ao racismo.
O Relatório será divulgado em cerimônia pública e encaminhado para organizações vinculadas ao carnaval; as informações oriundas desta pesquisa serão disponibilizadas no site da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, possibilitando que estudiosos, gestores, turistas e aficionados pelo carnaval obtenham dados relevantes, consultados através de um sistema online.
Este questionário pode ser preenchido por pessoas que participaram do carnaval de Salvador, em qualquer circunstância, mesmo que na condição de telespectador, residentes ou não na capital baiana.
Estamos solicitando às pessoas que se dispuserem a participar dessa pesquisa, que, por gentileza, forneçam um e-mail para que possam receber uma senha de acesso ao questionário. Este expediente evita que uma pessoa responda, mais de uma vez, às questões, evitando duplicidade e distorções na caracterização do universo da pesquisa. Este recurso garante maior credibilidade à metodologia e maior fidedignidade à natureza dos dados obtidos para análise e interpretação. Garantimos que o e-mail informado será utilizado apenas e tão somente para os fins antes indicados.
A equipe de pesquisadores assegura, para todos os fins que se fizerem necessários, que as informações obtidas através desta pesquisa serão tratadas estatisticamente, garantindo, com isso, o pleno anonimato das pessoas que estão fornecendo as relevantes informações. Gostaríamos de agradecer a cada uma das pessoas que ora se dispõe a colaborar com este estudo, respondendo às questões constantes deste questionário.
Sua contribuição é muito importante.
Cordiais saudações.
Grupo de Pesquisa – Racismo no Carnaval de Salvador
UNEB – CEPAIA - (71) 32410811 – 3241-0787 – 3241 -0840



PEDIMOS AOS COLEGAS DA UNEB, ESPECIALMENTE OS CALOUROS DO CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, PEDAGOGIA E PSICOLOGIA QUE AJUDEM O PROJETO ACESSANDO O SITE E RESPONDENDO O QUESTIONÁRIO.