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sábado, 24 de agosto de 2013

Futebol, como assim?

Por Patrício Freitas
 
 
 




O futebol brasileiro e mundial não representa mais o povo, passamos por um processo de elitização do esporte, cada vez mais burocratizado e segregado por suas federações e organizações - tais como a FIFA e CBF.
Os espaços entre os guerreiros dos gramados e os que realmente amam a camisa, nunca estiveram tão distantes. A identificação com o clube de coração, o emocionante momento da bola rolando... Sempre foram características fundamentais, mas que hoje já não fazem o mesmo sentido. Absurdos como os preços cobrados nos estádios, o mercado criado em volta dos clubes, o distanciamento entre os que podem ou não participar desses espetáculos que fazem parte da cultura brasileira.
É com profunda insatisfação que venho afirmar, amo o futebol, mas essa pós modernidade esportiva não me representa! O Brasil não precisa de copa do mundo, pois o povo brasileiro não está inserido dentro desse contexto, não pode comparecer aos estádios e tem prioridades emergenciais. Não precisamos de copa, pois o povo brasileiro nada tem a ganhar com ela.

Não sou contra o esporte, sou contra a exploração do povo pelo faturamento imperialista.
 
 
 
Patrício Freitas é graduando do Curso de Ciências da UNEB e membro da diretoria do CACIS.