Marcos Aurélio Souza
A experiência na construção e administração de um blog de textos, cuja proposta é a de constituir espaço para postagem de “escritas espontâneas”, foi e está sendo para mim uma das mais ricas de toda minha trajetória docente. Rica por dois motivos, primeiro pela rápida participação do público em uma proposta de escrita livre. Segundo pela qualidade literária de muitos textos que foram disponibilizados nesse espaço, resumindo assim o sucesso dessa experiência.
O primeiro motivo expressa a demanda de pessoas que querem divulgar suas ideias, seus sentimentos, através da escrita, bastando um espaço propício e o anonimato assegurado para que isso se dê vazão. Em si, tal motivo já justifica a relevância de um ambiente livre como esse. Embora, haja um paradoxo aqui. Se a escrita é espontânea e livre, não precisaria de um blog para isso, ela poderia se concretizar nas paredes, num pedaço de papel jogado ao vento, no corpo das pessoas, nos olhos, nas mãos, nas árvores e nos automóveis, por exemplo. Mas o paradoxo é humano. O blog é uma provocação à aventura e a liberdade, exercendo, contraditoriamente, uma espécie de coerção para aqueles que precisam de alguma razão ou motivação para expor sua escrita.
O segundo motivo expressa o talento dessas mesmas pessoas que poderiam não conhecer suas próprias capacidades de escrever, se a elas não fosse oportunizada essa experiência. A escrita é uma das mais poderosas formas de intervir socialmente. Um evento sociocomunicativo não apenas literário, mas sociológico, antropológico e filosófico.
Inicialmente, fui levado a construir um espaço em que meus alunos e alunas de CISO (Ciências Sociais) da UNEB não se sentissem intimados (as) a escrever, já que percebi eloquência, boa participação e percepção intelectual nas exposições orais dos (as) mesmos (as) em sala de aula, e a relativa pouca produtividade com a palavra escrita, revelando assim uma espécie de bloqueio de ideias quando essas deveriam ou poderiam ser expressas ou impressas no papel.
O anonimato garantiu uma certa liberdade, as ideias fluíram, houve uma profícua produção, e minha hipótese é que a pretensa censura do olhar do outro, o medo da condenação de um leitor especializado, era o que provavelmente fazia com que os (as) estudantes ficassem intimidados (as) em expor o volume e a qualidade de suas ideias no papel. Soma-se aí, uma insegurança no domínio da língua escrita, que pode (ou não) está relacionada ao pouco empenho no estudo dos assuntos da disciplina. Mas isso não foi o fator preponderante, pelo menos para a maioria.
A escrita não é uma forma natural de registro da língua como a fala. Envolve conhecimento de regras complexas, de ortografia, concordância, regência. Regras muitas vezes necessárias, para uma expressão coesa e coerente, outras vezes arbitrárias e dispensáveis, caprichos de gramatiqueiros. Essas são logo subvertidas pela poesia, pelo texto literário, pela liberdade consciente e inconsciente do escritor ou da escritora. Sabemos que muitos poetas, romancistas, contistas subverteram regras gramaticais e ortográficas e muitos deles o fizeram conscientemente. Por
que, a melhor subversão é aquela que conhece a regra do jogo, e sabendo a contraria.
A escrita também pode ser o espaço revolucionariamente caótico, obedecer à liberdade ou ao ímpeto da desobediência, da transgressão ao racional, ao medido e controlado. Este foi, por exemplo, a proposta de uma produção surrealista no início do século XX, cuja a escrita, visando a um questionamento do racionalismo capitalista e bélico do novo século, expressava, como diria nosso poeta Mário de Andrade, tudo o que o inconsciente grita. A escrita é, ainda, uma forma de se dispersar, de se desconhecer, por isso que filósofos e literatos, como Foucault e Roland Barthes, falam tanto da morte do autor.
Farei uma rápida apreciação e análise de todas personalidades/personagens (no total de 31) e de seus respectivos textos (no total de 82), publicados no blog. Inicialmente, listarei por ordem alfabética essas personalidades/personagens com o número de textos entre parênteses :
A mula-sem-cabeça (1), Action figure (1), Afático (2), Alexnaldo (2), Ana Terra (2), Anti-Church (4), Blackbird (2), Bruno M. (3), Cafarnaum (1), Chimera (4), Ciclone6969 (3), Coercitivo (1), Conquista (6), Cravito (1), Elisa Garcia (2), Èmi Alààyè (2), Foreiro (1), Gbarbosa (2), Gólgota (1), Guy Fawkes (2), Karenina (1), Kuanna (11), Lilith (1), Menina sem graça (1), Paredes da vida (1), Patrício Freitas (1), Sad Dreamer (3), Simone (1), Sir Xadoc De Rochester (3), Sofia (8), Zé Jão (4).
Dois desses participantes estão listados, mas não foram publicados. São eles: A mula-sem-cabeça e Cafarnaum. O primeiro escreveu um texto que, dentre as coisas, referia-se diretamente a mim, com palavras que poderiam ser consideradas ofensivas, embora eu mesmo não as achasse tão ofensivas assim. De qualquer forma, não quis publicá-lo para evitar qualquer polêmica desnecessária. O texto está fragmentado, expressando sentimentos de angústia diante da vida e da humanidade, de pessimismo, de tristeza e autodestruição. Textos com tais sentimentos são comuns na literatura, principalmente na literatura romântica do século XIX. As imagens desse texto tentam ser provocativas, mas não saem da provocação ingênua. Não suscitam reflexão, nem se constitui numa novidade estética. Já o texto de Cafarnaum é a reprodução de uma música eleitoral, fiquei para mim, não servia para o blog.
Action Figure parece ter intencionado escrever um pequeno conto. O início fisga o leitor, como o de qualquer bom conto: “Não satisfeita em ter a própria vida para cuidar, as próprias contas para pagar, passou a recriminar condutas alheias”. É a narrativa sobre uma senhora que observa jovens vestidos de jaqueta, passando na frente de sua casa. A leitura é agradável, mas o final não surpreende com em um bom conto. Uma escrita objetiva, clara, sem circunlóquio, faltou apenas o elemento surpresa, a subjetividade e estranhamento do conto. O texto vira uma uma crônica de um cotidiano sem novidades.
Afático escreve desesperadamente. Revoltado com o que as pessoas fazem ou deixam de fazer, com o individualismo, a hipocrisia, incomoda-se com a imagem aparente dos indivíduos, reivindica a franqueza, mas também louva a superficialidade. Escreve frases lancinantes, para causar impacto emotivo. Alguns exemplos disso: “o ataque à bondade diminui as expectativas”, ou “Fecho os meus dentes e respiro ao som do pessimismo envolvente da minha alma”. Um texto carregado de paixão por si, com uma intensidade emocional que lembra a poesia do mal do século XIX, dos jovens românticos franceses e brasileiros.
Alexnaldo produz reflexões sobre a vida. Seu texto pretende pensar o tempo e a existência humana. Preza pela ideia de liberdade e pela fuga das ideologias. Por isso reflete, em poesia intitulada “Se guiando”: “Perguntara-me qual minha ideologia,/O que eu seguia, assim, respondi/: Estou preso apenas a minha liberdade”. Imagens com paradoxos produtivos, as vezes confusos, revelando autonomia intelectual e alguma experiência com a escrita poética.
Ana Terra produz escrita reveladora de personalidade forte e autonomia intelectual. Flagra o grandioso no cotidiano. Ver toda a existência em um copo de café, ou numa conversa despretensiosa de um senhor, que dorme no banco de uma praça. Observadora da poesia nas coisas mínimas, da política do minucioso, que se torna espetacular com a gentileza, o desprendimento dos indivíduos para com seus semelhantes. Humana, sensível, escrita coerente e sedutora.
Anti-Church escreve como quem quer cantar. Sua escrita se aproxima da música pela repetição e pelo ritmo. Texto fragmentado com frases confusas, mas que revelam um espírito inquieto, numa busca incessante pelo sentido da vida e das coisas.
Blackbird, o observador de comportamentos. Vê na alegria do carnaval, a tristeza do dia seguinte, e na liberdade, o medo do aprisionamento. Poesia com ritmo, cor, imagens, som, boa realização do verso. Uma procura desesperada pela essência das coisas, busca filosófica através da frustração e do pessimismo.
Bruno M. carrega em cada um de seus textos um espelho distorcido virado para si. Nesse espelho, suas impressões sobre o mundo são bem imprecisas, profundas, carregadas de emoção, solidão, medo, mas também com uma lucidez impressionante sobre a transitoriedade das coisas, a provisoriedade dos sentimentos, do hedonismo (prazer pelo prazer) e da responsabilidade de uma “vida séria”, que vem como um clarão sobre seus olhos fotofóbicos. “Espero ter uma oportunidade de deitar em uma rede, devorar um bom livro de política e escutar uma maravilhosa banda de Ska. Aí vem o clarão de novo...”.
Chimera produz narrativa do cotidiano. Um olhar que enxerga a filosofia do mínimo, que reduz as grandes intenções ao esquecimento. O amor vem descrito com a ironia do abandono, dos dias que levam à inevitável separação, máscaras que caem e revelam a hipocrisia das relações humanas. Poemas como esses, felizes na imagem e na clareza com que expressam sentimentos merecem ser reproduzidos: “Eu não sou o rosto daquele retrato/ Assim tão pacato, um tanto passivo/ Não sou seu modelo, sou um desacato/ Talvez eu seja até um tanto ofensivo. Eu não sou aquele bibelô de porcelana/ Que você tanto ama e quer ter para si/ Não sou a menina que chora em sua cama/ Que teme os monstros, não consegue dormir/ Eu não sou o seu desenho de mim”.
Ciclone6969. Musicalidade, intensidade sonora que inebria e liberta. A escrita de Ciclone6969 é precisa nas imagens, sem floreios, mas vigorosa no ritmo dos sentidos evocados. Seja do corpo que sente uma música, ao mesmo tempo aprisionadora e libertadora de sentimentos e paixões, seja no corpo selvagem de um gato, vagando em uma noite, solitário, na busca de seu alimento e de sua sobrevivência imediata e circunstancial.
Coercitivo quer fundar uma filosofia. Filosofia fragmentada, num texto contraditório que defende o exercício da coercitividade como forma de “errar menos”, ao mesmo tempo em que fala de um ser humano regido pelos sonhos e pelas ilusões, formadoras de um caráter. Há peso nas palavras, vontade apaixonada de dizer algumas coisa, mas os sentidos se dispersam incoerentemente como ecos que se perdem no espaço, repercutindo o vazio das palavras.
Conquista produz escrita madura, de quem sabe lidar com a selvageria das palavras, nos seus sentidos incontroláveis. Constrói metáforas firmes, lúcidas, misturando o tom confessional com um olhar melancólico sobre a natureza humana. Há ainda a presença de um estilo simbolista, em que sensações físicas se misturam a sentimentos, com no belíssimo poema “Chuvas e sensações”.
Cravito grita um poema amoroso. Fala do desprazer de amar, do amor doloroso, a partir de um texto totalmente fragmentado, disperso, às vezes confuso.
Elisa Garcia dá conselhos como uma líder espiritual. Lições de resignação, de consideração ao próximo, misturam-se a considerações sobre os desejos humanos e sua insaciabilidade, sem entretanto concluir com algum adágio moral, o que poderia levar a sua escrita a uma sequência monótona de clichês.
Èmi Alààyè gosta de lembranças infantis e de imagens de origem e imutabilidade. Seu dois textos não permitem a visualização de um estilo definido, mas de uma procura estilística, às vezes no território da poesia, outras no do conto. Conceito ou narrativa? Filosofia ou crônica? Talvez falte a Èmi o exercício efetivo com a escrita para a definição de sua identidade poética. Por outro lado, se houver a insistência na divisão dessa identidade, teremos no seu texto diferentes personalidades poéticas ou literárias, o que alguns chamam de heterônimos.
Foreiro opta pelo fragmento e pela escrita surreal. Uma poesia cujo significado está em pedaços de memórias, referências dispersas, como se fosse um livro com páginas trocadas.
Gbarbosa escreve com desalento, desânimo e desencanto. A poesia da nostalgia, da monotonia, bocejando e olhando a vida passar. Opta ainda pelo conto pessoal, com uma linguagem mordaz, diante de um encontro casual.Na poesia consegue fomentar alguma graça, pela novidade do olhar nostálgico, mas o conto finda com um clichê que empobrece o sentido do novo e intenso promovido por um encontro amoroso inusitado.
Gólgota escreve história de saudade, da perda de um tempo que não volta mais. Uma confissão de sentimento, uma revelação do passado, que faz o autor se perder no tempo das coisas boas, das sensações infantis que acompanham o sonho adulto. Um texto que tenta ser conto e ser poesia, mas se espraia no terreno da confissão, no sabor de uma narrativa comum, típica do diário e do relato de uma experiência pessoal.
Guy Fawkes fala de música, desenha um instrumento para no final falar do seu som arrebatador. As curvas de uma viola, ou de um violão, revelam, assim, a sensualidade de cordas que tocam o coração. Boa experiência estética, com sinestesias que atravessam toda a escrita. Em outro poema, a experiência não é tão interessante, pois se deixa levar por uma reivindicação social recheada de clichês, com um final previsível.
Karenina cria uma poesia conceitual. Define o homem como um ser que evolui para escravidão. Olhar pessimista e desesperador da humanidade que definha, diante da sua própria ideia de evolução.
Kuanna merece um capítulo à parte de minha apreciação. Existe aqui, uma motivação constante, uma inquietação, uma procura, que desenha um estilo arrebatador de experiência sensorial, sensual e cotidiana com a escrita. Em quase todas outras personagens/personalidades participantes do blog existem a ousadia e a experiência momentânea, feliz ou infeliz, com a produção escrita, em Kuanna existe a insistência, o trabalho de degustação das palavras, como se essas pudessem levar a dimensões estranhas da existência, dimensões necessárias para uma vida mais humana, menos mecânica, mais subjetiva e talvez mais feliz. Kuanna permite o estranhamento das cenas cotidianas, faz poesia e conto ao mesmo tempo. “Junta sonhos, como junta flores”, “afunda o corpo na cadeira para ler Durkheim”, percebe que “seu acordar acelerou”, num relógio subjetivo, conta uma história de morte no meio de um São João festivo, “procura a alma perdida das palavras” e se perde numa lua despedaçada. Sua escrita é a escrita da noção precária de tempo, em que os dias “se perpetuam como cavalos selvagens correndo pelas pastagens e quando cansam se transformam em dinossauros - pesados, lentos, doloridos, inflamados e compulsivamente doentios”. É a escrita da amizade despretensiosa, em que “cada amigo é um presente”, mas também da ausência que leva ao devaneio. Surreal, mágica e diversa: poesia!
Lilith foi a última participação do blog, antes da produção desse texto de apreciação. Entrou para confessar um amor que foi intenso, mas se esvaiu, quase completamente, como se ele jamais tivesse existido. Lilith percebe a
natureza das coisas que perecem sem deixar rastros, só resíduos insignificantes.
Menina sem graça revela uma coerção social sobre si, que não permite sua existência plena e feliz. Termina acreditando em um novo começo de era, ao som da música de Lulu Santos.
Paredes da vida faz análise social, discute o etnocentrismo, o preconceito de classe, a indiferença, como formas agressivas de se constituir paredes entre os seres humanos. O texto é repetitivo, com chavões, mas intenso, como se quisesse levar a metáfora das paredes a um sentido filosófico, escapando das próprias palavras que, precariamente, a definem.
Patrício Freitas se angustia com a prisão do amor, ao mesmo tempo em que se deixa subjugar por esse sentimento que dilacera, mas também, seduz e sacia seus desejos mais profundos. Uma escrita romântica, como tantas outras, explorando as contradições da paixão e do amor.
Sad Dreamer escreve poesia de suicida, que se embriaga com imagens poéticas já bem conhecidas: como a da lua e da musa inspiradora cruel. Existe ritmo, rima, intensidade nas imagens evocadas e existe também o lugar comum do coração angustiado e frustrado por uma paixão irrealizada e irrealizável.
Simone veio definir o amor. Colocou algumas palavras coloridas, azedas e doces, sobre esse sentimento, e encerrou sua participação no blog.
Sir Xadoc Rochester escreve a poesia mais pessimista do blog. Niilismo, filosofia do auto flagelo, que impressiona com imagens que merecem ser reproduzidas aqui: “Não vejo nada glorioso em meu presente./ Tudo que começa bom/ Fica ruim e tudo o que é ruim,/ continua da mesma maneira.” Outras são tragicômicas: “não sei se você sente o mesmo, mas às vezes sou tomado por uma vontade insana de esbofetear minha própria face e dizer. Levanta-te enquanto você chora sobre as ruínas, o mundo se ergue ao seu redor! Porém caio abatido pelo pior inimigo, a inércia voluntária e, sigo arrastando correntes pelos escuros corredores de minha mente perturbada.” Xadoc também fala de amor e forma um dueto terno e romântico com Luanna Mello.
Sofia. Escrita inteligente recheada de imagens inusitadas. Demonstra maturidade intelectual, fugindo da mesmice das metáforas fáceis. Ao falar da frustração de um amor, mistura o trágico com a gargalhada irônica. Duas poesias são das mais geniais do blog e merecem aqui ser repetidas: “Confundem literatura com confissão/ Não tem eu lírico, não./ É só o coração/ Fazendo confusão.” A segunda revela uma consciência extraordinária da língua e das relações humanas e se intitula “Verbos de ligação”: “Ai, eu não vivo sem você/ Meu complemento nominal/ Eu sou um verbo intransitivo/ Mas sem você comigo/ Eu fico sem sentido/ Não me obrigue a ser pra ti/ Um sintagma deslocado/Pois se uma vírgula separa/ Nossa semântica rara/ Que a nada se compara/ A minha concordância nominal/ Artigo, adjetivo, numeral/ Meu adjunto adnominal/ Se torna tão essencial/ Meu julgamento foi tão incorreto/ Tenho sido tão transitivo/ Pois você é meu objeto/ Direto, indireto/ Meu predicativo.
Zé Jão. Inteligência, humor, surpresa, intensidade emocional, sem pieguice, tudo isso é fundamental para se fazer boa poesia. Zé Jão consegue juntar tudo isso, numa escrita lúcida e social, aliás é a melhor escrita sociológica do blog. Isso porque ele encontra os dilemas sociais no próprio indivíduo e não nas grandes esferas do governo ou do sistema, construindo uma noção bem atualizada de questões coletivas perturbadoras, como o consumismo. Seu poema “Buzinas, cuecas, peixes e políticos”, nesse sentido, tem algo de Drummond, em que o sujeito vive se
arrastando miseravelmente, carregando os símbolos/mercadorias do capitalismo. Há um trabalho na escrita de Zé em torno do indivíduo, enredado por valores sociais e emotivos alienantes. Ele mostra que o indivíduo não consegue escapar dessa prisão e, às vezes, sente prazer estranho em estar nela. Boa percepção do abandono amoroso e da loucura: ironia, autonomia intelectual, num bom ritmo poético.
Salvador, 16 de agosto de 2012.

achei perfeita as analises....muito boas!!!!
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