Você está livre, as correntes
que limitavam o seu caminhar se quebraram, corroeram-se com o tempo. Os seus
pés finalmente poderão chegar muito mais além de onde impuseram o limite.
Apalpe o ar! Sei que é impossível, mas agora isso ficou para trás.
Você pode senti-lo e ele completa você, agora você flutua, mas antes tinha
medo de voar. O medo ficou para trás, assim como tudo fica. Os carros passam
pelas paisagens e, o que é fixo se move tão rápido quanto o folhear de um
livro... Um Livro a ser escrito, uma estória a ser contada. De alguém que a
vida levou os sonhos, mas lhe incumbiu à missão de buscá-los, para simplesmente
viver. Cujo sol queimou a face, a chuva enlameou seus pés, o vento esfriou o corpo,
gelou sua alma e ressecou os seus lábios. Alguém que a névoa se impregnou
no negro dos olhos, deixando-o por um tempo a implorar pela luz... Luz! Essa
foi tão intensa que lhe ofuscou novamente o olhar.
Antes a penumbra de um mundo sem importância, que se importar com uma luz
que não existe! Antes ver o cinza que é a verdadeira cor de toda essa ilusão, que
todas as cores, dessa verdade sem fundamento! Não esperais nada, nada lhe será
concebido! Não lute por nada, pois tua morte favorecerá o inimigo! Segue vazio,
é o máximo em que será completo. No mais faça diferente e ao final verás que
estou correto! O mundo novamente será para ti um lugar sem abrigo!
Por: Roberto Cordax - Graduando do Curso de Ciências Sociais - UNEB
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