Se buscarmos a resposta para
essa pergunta no “oráculo Google” vamos encontrar uma quantidade imensa de
definições e opiniões do chamado “senso comum”. Mas, se buscamos internalizar o
“fazer” de um cientista social, vamos perceber logo, que é algo complexo para
definições simples e eu acredito que tudo que o cientista social pensa e faz na
sua prática, é não ser simplista ou um especialista em generalidades, ou ainda
uma espécie de profeta - dono da verdade.
Enquanto estudantes,
aprendemos sobre os fenômenos, as
estruturas e as relações que caracterizam as organizações sociais e culturais.
Aprendemos analisar os movimentos e os conflitos populacionais, a construção de
identidades e a formação das opiniões. Pesquisamos costumes e hábitos e
investigamos as relações entre indivíduos, famílias, grupos e instituições,
além de muitos outros temas importantes na sociedade.
Entretanto,
como estudante de ciências sociais observo que quanto mais estudo, mais
compreendo a importância de conhecer os vários pensamentos que foram
desenvolvidos e que formaram à Filosofia,
Antropologia, Sociologia, Ciência Política e tantas disciplinas que venho
estudando ao longo da minha experiência acadêmica.
Percebo
então, o tamanho da minha responsabilidade como formadora de opinião, ainda em
formação, por isso, entendo que nessa condição não devo sair criticando à
opinião das pessoas que tem um caminho muito a frente que o meu no que se
refere ao conhecimento acadêmico, como também da própria experiência adquirida
ao longo da vida. Isso não quer dizer que não deva me expressar como desejo
sobre qualquer assunto, a questão aqui é, reconhecer as minhas limitações e até
onde posso chegar sem ainda deter um conhecimento seguro, sem que este, não esteja
contaminado pelas minhas emoções e sentimentos “desregrados”.
A
partir dessas considerações, quero convidar os meus colegas a discussão de
temas que estejam mais relacionados com o que estamos aprendendo no dia a dia.
Que as nossas opiniões sejam pautadas nas concepções políticas, sociais,
culturais e econômicas a partir da realidade do que estamos vivendo. Precisamos
aprender a refletir e analisar como estamos utilizando o aprendizado, para
entender como se processam às relações que caracterizam a identidade da nossa
universidade.
Finalmente, convido
meus colegas, para apresentarem propostas para ajudar a resolver os problemas
que enfrentamos no cotidiano. Que a nossa crítica seja no sentido de construção
e não da destruição de pessoas que nós não simpatizamos ou que temos alguma
divergência. Que o discurso de transformação da sociedade que até então parece
abstrato, seja concreto para transformar o nosso entorno e assim possa se
estender para além de nosso espaço limitado. Essa é a minha opinião como aprendiz
do “fazer” de uma cientista social do futuro.
Por: Fátima Barreto - Graduanda do Curso de Ciências Sociais da UNEB
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