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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Um certo olhar sobre a Pesquisa

Que alegria, diz a Eternidade,

Ver o filho de minha esperança

Apaixonar-se pela pesquisa,

Pois em sua mente

Coloquei inúmeros de meus sonhos

E gostaria tanto que se tornassem realidade.

A pesquisa,

Começou a explicar a Eternidade,

É antes de qualquer coisa, o gesto do jovem camponês

Que se vai,

Revolvendo a pedra dos campos,

Descobrindo lesmas e gafanhotos,

Ou milhares de formigas atarefadas.

A pesquisa,

É a caminhada pelos bosques e pântanos

Para tentar explicar,

Vendo folhas e flores,

Por que a vida apresenta tantos rostos.

A pesquisa,

É a fusão, em um só crisol,

De observações, teorias e hipóteses

Para ver se cristalizar

Algumas parcelas da verdade.

A pesquisa,

É, ao mesmo tempo, trabalho e reflexão

Para que os homens

Achem todos um pouco de pão

E mais liberdade.

Também é o olhar para o passado

Para encontrar nos  antigos

Alguns grãos de sabedoria

Capazes de germinar

No coração dos homens de amanhã.

A pesquisa,

É o tatear em um labirinto,

E aquele que não conheceu a embriaguez de procurar seu rumo

Não sabe reconhecer o verdadeiro caminho.

A pesquisa,

É a surpresa, a cada descoberta,

De se ver recuar as fronteiras do desconhecido,

Como se a natureza, cheia de mistérios,

Procurasse fugir de seu descobridor.

A pesquisa,

Diz finalmente a Eternidade,

É o trabalho do jardineiro

Que quer se tornar,

No jardim de minha criação,

O parceiro de minhas esperanças.




Gérard-B. Martin  - Au fil des événements, 6 de dezembro de 1994.  (Jornal da Universidade Laval) Retirado do Livro “A Construção do Saber” – Manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas – CHISTIAN LAVILLE – JEAN DIONNE – Editora UFMG,2008, Páginas 278,279.  


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