A Omissão dos Direitos Humanos
Luan Oliveira
Após o Pastor ultraconservador Marco
Feliciano assumir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos deputados,
emergiu da sociedade atitudes de repúdio ao deputado-pastor do PSC. Oriundas
principalmente das redes sociais, aliás, este foi o local onde o pastor
reproduziu suas atrocidades ideológicas e demonstrou uma mentalidade retrógrada
que aparenta estar longe de deixar o Brasil, a rejeição adotou um slogan: Feliciano não me representa. A revolta
social em massa demonstrou a mobilização da sociedade sobre um fato
aparentemente absurdo que ameaça uma Comissão de relevância social
extraordinária. Este contra golpe, liderado pelo Partido Social Cristão contra
uma “onda de humanidade” que atinge países mais lúcidos como a França, e que
poderia chegar ao Brasil, elucida a força que o pensamento arcaico religioso ainda
desafia a nossa “Constituição Laica”. Por fim, fica uma pergunta ao cidadão
brasileiro: quem Feliciano representa?
Primeiramente,
Feliciano representa todos que desejam substituir a Constituição Brasileira
pela Bíblia Sagrada. Ou seja, aqueles que não se libertam de suas viseiras
ideológicas e moldam o mundo segundo seus pre(con)ceitos: está na Bíblia, e
isso basta!
Em segundo, Feliciano representa o pensamento
preconceituoso, as vozes que foram a favor da escravidão, as vozes que negaram
os votos às mulheres, as vozes que marcharam pela Família com Deus pela Liberdade,
representa as vozes que não acompanham seu tempo, enfim, todos aqueles que
negam aos outros um direito que já possui, em outras palavras, Feliciano
representa os humanos desumanos.
Terceiro, o pastor representa àqueles que são
contra a família, representa a família arcaica, machista e homofóbica, que nega
o amor, que põe o preconceito acima do sentimento humano.
Por último, representa a politicagem
brasileira que negocia comissões, que não dá relevância alguma aos direitos das
minorias, que coloca a manutenção do poder acima do povo...
Feliciano não me representa por mostrar
desumanidade contra os seres humanos! Não me representa porque sou um ser
humano.
Luan
de Jesus Oliveira, graduando em Ciências Sociais pela Universidade do Estado da
Bahia.

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