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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Movimento Estudantil: Reflexão acerca da UNEB

Bruno Mattos
 
 
O momento estudantil em relação à universidade ajuda no papel crucial na formação política do individuo. Nele deixamos de lado um pouco a lógica da divisão do trabalho social imposta pelo sistema capitalista e passamos a ser atores no que tange a transformação da vida acadêmica de todos estudantes da nossa universidade.
Estamos conscientes dos constantes problemas  e da necessidade urgente de melhoria para todos os cursos e da universidade, pois ambos estão ligados direta e indiretamente. Dentro da estrutura do movimento vemos os atores - Centros Acadêmicos ou Diretórios acadêmicos e Diretórios Central dos Estudantes, como canais de representatividade eleitos entre a base e instâncias administrativas superiores (colegiado, direção, reitoria) e fora da universidade como em eventos de interesse dos discentes.
Os Centros Acadêmicos ou Diretórios Acadêmicos atuam na base do movimento estudantil, como instrumento de luta atendendo os problemas gerais e desafios no  interior em cada curso e da universidade, a exemplo da promoção de eventos culturais, sociais, esportivos, as “calouradas” e demais ações ligadas ao movimento.
O Diretório Central dos Estudantes representa o conjunto dos universitários de uma determinada universidade com existência no mínimo de quatro cursos, onde os eleitos possibilitam aos estudantes o debate e mobilizações relacionadas àquela instituição, seus problemas, desafios gerais ou específicos e também a promoção de eventos culturais dentre outros.
A UNEB com sua estrutura física, particularmente o CAMPUS I, com 22 cursos se divide em quatro departamentos. Diferente de algumas universidades públicas, o estudante não precisa deslocar-se para outro local obrigatoriamente, salvo algumas particularidades, para assistir aula. Nesse sentido, a mobilização geral da comunidade se torna um desafio, pois não há contato direto com os demais cursos e outros espaços, como também a inexistência de um espaço de socialização, limitando-se apenas ao seu departamento. Também a atual gestão do DCE, se mostra ineficaz no sentido de promover uma articulação eficiente devido aos interesses pelo poder e suas vantagens. Baseado nessa afirmação, os CAs e DAs tem um papel crucial na UNEB, como entidades que legitimam a presença constante junto às bases.
Finalmente, os estudantes e os seus respectivos representantes eleitos, tem o desafio de construir o movimento de cada curso e para universidade, onde lutamos pelos verdadeiros valores da democracia resgatados pelas gerações anteriores, principalmente por estarmos dentro de uma universidade pública. Exigimos um Restaurante Universitário, creche, mais pesquisas e extensões, residências próprias e uma política de assistência estudantil efetiva, que de fato atenda indiscriminadamente qualquer estudante que dela necessite e queremos um DCE comprometido com as causas dos estudantes e não apenas comprometidos com seus cargos de direção, apadrinhados pela reitoria da UNEB.
 
 
Bruno Mattos - Graduando de Ciências Sociais - UNEB e Coordenador Geral do CACIS-UNEB


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